quinta-feira, 18 de abril de 2013

São João, cadê sua tradição?


A Prefeitura Municipal de Santa Luzia, se reuniu ontem com alguns comerciantes locais e logo após com a comunidade em geral, para ouvir a opinião de todos quanto a realização dos festejos juninos este ano.
Não pude estar presente, mas pelas informações que me foram repassadas foi decidido que haverá a festa sim, e que serão 04 (quatro) dias de festividade.
A notícia fica acima, o que vem abaixo é minha opinião sobre o assunto.
Em primeiro lugar, gostaria de dizer que é tarde, muito tarde pra estar se discutindo "ainda" se vai ou não haver São João. Uma festa com a grandiosidade da nossa, tem que ser pensada e organizada com no mínimo um ano de antecedência. Volto a dizer o que já disse inúmeras vezes: Prefeito, o senhor é mal assessorado, tão quanto todos os outros que o antecederam.
O São João de Santa Luzia, precisa ser visto e analisado com olhar profissional. Nossos cofres públicos são muito pobres pra bancar sozinhos uma festa desse porte, ou melhor, do porte que nossa cidade merece.
É preciso organizar uma comissão que trate apenas de São João, que respire São João 24hs por dia, durante os próximos 365 dias. Ai sim, teremos em 2014 a festa que merecemos.
Necessitamos de alguém capacitado para tal, chega de apadrinhamentos por amizades ou questões políticas, até porque no final, quando a coisa desanda tudo cai nas costas do prefeito. Ninguém ver o secretário que não deu as ordens certas, ou o operário que não fez como tinha que ser feito. A culpa sempre é do prefeito!
Contratem um captador de recursos profissional, a exemplo de Rogério Carnasciali, instrutor do SEBRAE ou outro do mesmo o nível profissional. Que leve realmente a coisa á sério, até porque o salário dele vai ser pago de acordo com o que ele conseguir captar, ou seja, a prefeitura não terá que custear absolutamente nada. O captador de recursos vai buscar essas verbas em empresas privadas e do total arrecadado ele terá uma porcentagem em cima, geralmente 20%. O restante será aplicado de forma profissional e responsável exclusivamente no evento.
Mais o que vejo são meia dúzias de pessoas incapacitadas, que não se preocupam com a imagem do prefeito e da cidade, da festa em si, caso algo dê errado. Pessoas que só pensam em benefício próprio, que só biscam lucratividade, que escolhem atrações de acordo com seu lucro e ao final de tudo, temos um agasto exorbitante pagando bandas que tocam pornografias eletrônicas.
Onde fica a cultura, a tradicionalidade e originalidade de nossa festa?
Santa Luzia já foi reconhecida como a terra do melhor São João do mundo, e isso se perdeu, não foi por causa de Patos nem de outras cidades que hoje também realizam o evento. Se perdeu quando desvalorizamos o que é nosso. Precisamos resgatar esses valores, só iremos voltar ao topo quando valorizarmos o nosso diferencial, o coco de roda, quadrilhas matutas tradicionais, cavalhadas, enfim, tudo aquilo que nos torna diferentes, únicos. Porque é isso que o turista busca, o diferencial, o igual tem em todo e  qualquer lugar.
É o que penso, e que venham as críticas...

Janaína Patrícia,
Jornalista e blogueira!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O descaso da CAGEPA!


Até quando os consumidores de Santa Luzia vão ficar a mercê dos desmandos da CAGEPA e ninguém faz nada? Ou melhor, até faz. Alguns vereadores foram pedir soluções a Cagepa mais até agora nada foi resolvido e quem fica no prejuízo é  a população.
No prejuízo mesmo, porque mesmo sem oferecer os serviços, a Cagepa vem cobrando por ele, e cobrando caro diga-se de passagem, pois o prejuízo é bem salgado.
O pior de tudo, é a falta de respeito daquele órgão e seus servidores com nós consumidores, ninguém dá explicação de nada, ninguém sabe nada e o pouco que dizem, quando dizem é: Eu não sei de nada!
Nesse momento, algumas pessoas se concentram na BR230 no intuito de chamar a atenção das autoridades locais, bem como da imprensa estadual, para que assim o referido órgão dê algum posicionamento. Da maneira que está não pode continuar.

Janaína Patrícia,
Jornalista e blogueira!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Belo texto, sábias palavras!


Crianças, desculpem-nos...


À pequena Fernanda Ellen

Somos irremediavelmente românticos. Ingênuos.  No fundo, sabemos a que ponto pode chegar a maldade humana. Mas continuamos a nos chocar diante dela, renovando sempre uma esperança vã na bondade do homem.
É como se, a cada ato de atrocidade, reiniciássemos o programa de nossa memória, voltando como se nada de mal pudesse acontecer. Desculpem-nos, crianças. Já disse. Somos ingênuos.
 Continuamos a fingir que o mundo é encantado, habitado tão somente por pessoas boas. É uma forma de fugir do medo, de não conviver com ele, como quem não olha embaixo da cama no meio da noite acreditando que lá nada tem.
Mentimos pra vocês mentindo para nós mesmos.
Mentimos dizendo que não há monstros nem bichos papões. Que vocês imaginem um mundo de fantasias, onde tudo dá certo e nada nos machuca. Se pudéssemos, construiríamos castelos, tal qual o do Príncipe Sidarta, e não deixaríamos que vocês vissem a fome, a dor ou a morte.
Desculpem-nos.
Só queríamos livrá-los da consciência da existência do mal em razão de nossa impotência de protegê-los do próprio mal. Temos vontade de dizer mais do que “não converse com estranhos”. Queríamos dizer “não conversem com ninguém, seja estranho ou vizinho, amigo ou parente”. Mas somos ingênuos. Continuamos acreditando.
Desculpem-nos. Há assassinos, pedófilos, sádicos, loucos, drogados e toda legião de monstros ao nosso redor. E, ingenuamente, continuamos a achar que vocês podem crescer livremente, rodeadas apenas por pessoas boas.
Continuamos acreditando que vocês podem ir à escola sozinhas pegar o boletim e voltar pra casa sem que nada de mal lhes aconteça. Que ninguém terá coragem de fazer um mal a quem nem o mal, de fato, sabe o que é.
Que ninguém, principalmente sendo do nosso convívio, pudesse fazer o mal a quem ainda vive num mundo onde é proibido ser ruim.
Criamos muitas leis, mas não a aplicamos com o rigor necessário. Porque continuamos acreditando. Criamos até os tais Direitos Humanos, sem deixar claro que tais direitos não deveriam valer para monstros. Porque continuamos acreditando.
Deveríamos parar de acreditar. Deveríamos aprender com vocês a ter medo.
Quem sabe se acreditando menos na bondade humana estaríamos mais preparados para castigar os monstros ao ponto deles terem medo de freqüentar nossa casa...

    Luís Tôrres