E ela que se apresentava doce, sempre com o
desenho de um sorriso no rosto ao cumprimentar, ela que falava rindo, carregava
na alma uma dor tão forte que imaginava que somente a morte poderia cessá-la. E
em um ato de desespero profundo, valeu-se de um lençol para tirar a própria
vida.
Oh vida! Oh dor que dilacera a alma, que
destrói esperança de alívio, que tira a vontade de viver...
E assim ela que era só sorrisos, deixou nossos
rostos banhados de lágrimas, sentindo a dor da saudade daquele jeito de menina,
de um coração sem maldade, da mulher sem vaidade que era a imagem da
simplicidade.
Acometida por uma doença que tantos ignoram, que
passa despercebida, escondida na escuridão de um coração. Ela se foi...talvez
agora já não sinta mais tanta dor. Quem sabe agora encontre a paz que tanto
desejou.
Quantas lágrimas derramou? Quantos pedidos de
socorro emitiu? Quais foram os sinais? Não sei...só sei que na correria de cada
dia, eles passaram despercebidos, ninguém parou para ouvir, ninguém ligou de
longe para perguntar como estava, o que sentia, o que se passava...?
E de quem é a culpa? De ninguém, absolutamente
de ninguém!
Janaína Patrícia.

Essa doença silenciosa tem feito muuuuuuuuuuuuuuuuitas vítimas, infelizmente! Sinto muito...
ResponderExcluirVerdade.
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