sábado, 10 de junho de 2017
Quando a morte atropela a vida!
Ao darmos a luz, nós mulheres nos tornamos depósito do maior sentimento que um ser pode sentir: o amor de mãe. Nos tornamos anjos protetores de nossos filhos, e em momento algum, admitimos perder o controle dessa situação.
Mas eles, nossos filhos, crescem, saem do nosso casulo e embora contestamos, eles seguem suas vidas se tornando cada dia mais independentes. E isso dói!
A mãe, quer ter sempre sua "cria" sob suas asas, para impedirmos de que qualquer mal possa lhes atingir. Nos tornamos feras, em defesa de nossos filhotes.
Esperamos vê-los crescer, tornarem-se adultos, e nos dar aqueles sonhados netos, para assim, nos tornarmos mães outra vez.
E quando a morte atropela a vida, os sonhos, e leva o filho antes da mãe? Quando os papéis são trocados o que fica é a dor e o desespero da mãe que não verá seus netos chegarem por aquele filho que partira antes da hora, que partira antes dela. O que fazer?
Como aceitar que a vida tenha cometido tamanha atrocidade? Tamanho erro!
Como se reage diante de tal situação? O que fazer com a saudade? A quem cuidar agora? Nenhum filho ocupa o lugar do outro. Cada um deles tem seu espaço no coração de uma mãe, e cada um deles preenche esse coração de tal forma que só Deus pode explicar.
E por falar em Deus, é N'Ele que essas mães se consolam para continuar vivendo mesmo com o coração dilacerado por tamanha dor. Pois foi Ele quem te fez mãe e assim será, até chegar a hora do reencontro com teu filho que, numa daquelas teimosias que os filhos fazem, desobedeceu a ordem natural da vida, e partiu antes de ti.
Deixo aqui, meus sentimentos de pesar a Santina, essa mãe que hoje tem em seus braços seu filho já sem vida. E aos demais familiares de Fernando Wilken.
Janaína Patrícia,
Jornalista e blogueira!
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